De vez em quando a doença é falada. É costume meu não ficar a pensar no assunto, escudada na ideia de que é improvável que ela me apanhe a jeito.
É incorrecto. Hoje já não podemos ter certezas dessas. Tudo chega a todo o lado, rapidamente.
Lamento muito por aquela gente que está a defrontar-se com tal inimigo.
Não é a morte que me assusta. É o caminho até ela.
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Ébola leva Angola a fechar fronteira com a RD Congo
PATRÍCIA VIEGAS Saúde. Angola está em alerta por causa da epidemia de ébola na República Democrática do Congo (ex-Zaire) e o Governo mandou fechar a fronteira com o país vizinho na província da Lunda Norte. No Zimbabwe, Moçambique, Malawi e África do Sul o problema é a cólera
Macacos mortos estarão na base de nova epidemia A epidemia de ébola na província do Kasai Ocidental, na RD Congo, levou o Governo angolano a encerrar a sua fronteira nordeste com o país vizinho, na província da Lunda Norte, anunciou, na segunda-feira, o ministro da Saúde José Van-Dúnem. O responsável indicou que a epidemia foi identificada na região de Mueca, no ex-Zaire, a 27 de Novembro e, desde então, há notícia de 13 mortos na zona e de quatro dezenas de casos notificados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). "O Governo angolano ordenou a suspensão dos movimentos migratórios na sua fronteira nordeste", disse o ministro, citado pela Angop, confirmando a repetição da medida tomada há dois anos, quando uma epidemia de ébola fez 183 mortos, também no Kasai Ocidental. "Não há nenhum caso de ébola no território de Angola. E o encerramento da fronteira é, por enquanto, apenas na Lunda Norte. É uma medida de prevenção. Neste momento estamos a trabalhar no sentido de informar as pessoas sobre o risco de contágio e a reforçar a vigilância", disse ontem ao DN, por telefone, fonte do Ministério da Saúde angolano. Assegurando que a polícia e os militares encontram-se apenas a restringir os movimentos da população e não a usar a força, a mesma fonte indicou que, por agora, não foi preciso acrescentar mais pessoal de saúde e de segurança ao que havia no local. Ontem à tarde foi criada uma comissão sectorial de emergência, coordenada pelo governador daquela província angolana, Ernesto Muangala, ele próprio médico de profissão. "Esta comissão foi criada para tentar sensibilizar as pessoas que vivem na fronteira, porque há muito comércio, sobretudo durante a semana. Aqui todo o cuidado é pouco", declarou ao DN, por telefone, Jaime Mateus, correspondente da rádio Ecclesia . Assim, precisou, a fronteira nordeste encontra-se para já encerrada nos pontos de Itanda e Muhungolo. O ébola é uma doença altamente contagiosa e em 50%-90% dos casos acaba por provocar a morte à vítima. O representante da OMS em Angola, Diosdado Nsue-Micawg, adiantou, citado pela Angop, que se suspeita que o manuseio de macacos mortos na floresta estará na base do aparecimento desta epidemia. Apesar de ainda não ter casos, Angola diz estar preparada para qualquer eventualidade, pois, segundo o ministro, tem a experiência da recente epidemia de febre de Marburgo. |
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